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Jeep Renegade 2021: Descubra quais são as novidades do SUV

Jeep Renegade 2021 chega às concessionárias com motor ainda defasado, nova versão e possibilidade de uma versão híbrida em breve. Conheça detalhes, novidades e preços do modelo que é sucesso de vendas.

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Murilo C.

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Jeep Renegade 2021 divide os consumidores

O Jeep Renegade 2021 chega ao mercado automotivo e conta com uma nova versão de entrada batizada com o nome de Moab e equipada com motor movido a diesel. Já as demais versões apresentam algumas novidades que podem acabar dividindo quem estava pensando em comprar um modelo 0 km.

Jeep Renegade 2021
  • Categoria: SUV
  • Preço médio novo: R$ 85 mil
  • Preço médio usado: R$ 60 mil
  • Versão recomendada: Jeep Renegade Moab 2.0 Diesel AT9 4X4
  • Consumo médio cidade: 9 km/L
  • Consumo médio estrada: 11 km/L

Com valores que partem da faixa de R$ 69.999 – versão para PCD podendo chegar às cifras de R$ 158 mil o SUV passou por reformulações no line-up de versões e opcionais, além de mudanças nas paletas de cores para algumas versões.

Se você estava esperando informações sobre o Renegade 2021 veio ao lugar certo. Confira no artigo a seguir, todas as novidades sobre o modelo que deve dividir as opiniões de seus amantes.

Jeep Renegade 2021 o que há de novo?

Um dos Suvs mais populares do Brasil e com bons números de vendas direta o Jeep Renegade 2021 chega com poucas mudanças em termos de equipamentos e com uma versão a diesel mais barata.

Para a tristeza de muitos que esperavam um novo motor 1.3 turbo sob o capô, o novo modelo terá mais uma vez o já antiquado motor 1.8 Flex. Com relação aos câmbios o modelo também segue sem nenhum tipo de mudança.

Jeep Renegade Moab é a grande estrela

O Jeep Renegade Moab é a grande novidade da linha 2021 que chegou nas concessionárias.

Trata-se da nova versão de entrada do modelo e chega por R$ 10 mil a menos que a Longitude Diesel.

O Renegade 2021 Moab é equipado com um motor 2.0 turbodiesel de 170 cavalos, câmbio automático de 9 marchas, tração 4×4 e seletor de terrenos com 4 modos diferentes.

Moab
Versão Moab é novidade

Embora seja um nome estranho em português Moab é uma referência ao deserto do Moab no estado norte americano de Utah – Local onde ocorre anualmente na páscoa um evento de entusiastas off-road que se tornou para a Jeep um laboratório ao ar livre para testar o desempenho de seus veículos em estrada de terra.

Desde 2001 a marca apresenta e testa uma série de protótipos no Easter Jeep Safari, o que possibilita uma grande proximidades com os fãs da marca e o fechamento de uma série de negócios.

A versão Moab oferece ainda central multimídia Uconnect de 7 polegadas, ar-condicionado dual zone, sensor de estacionamento traseiro e faróis de neblina.

É um verdadeiro desbunde e uma ótima opção para quem busca um SUV movido a diesel e não quer gastar grandes cifras.

Tecnologia e conectividade são pontos altos

O Renegade 2021 conta uma série de aparatos tecnológicos que agrada os proprietários e compradores.

O primeiro deles é o ar-condicionado com dual zone que permite que motoristas e passageiros possam escolher a temperatura ideal para cada um deles de modo separado e inteligente.

A câmera de ré é outro aparato que ajuda o motorista. Com linhas guias dinâmicas o motorista tem grande auxílio para a realização de manobras mais difíceis.

Conectividade
Conectividade e tecnologia são pontos altos

Outro item tecnológico que agrada os condutores é o painel de instrumentos TFT de 7 polegadas que passa ao motorista informações como pressão dos pneus, temperaturas de componentes, consumo médio e muito mais informações.

O modelo 2021 do SUV conta ainda com sensores crepuscular e de chuva que ao identificar chuvas ou penumbras ligam automaticamente os limpadores de pára-brisa e os faróis do carro para uma condução mais segura.

O SUV é equipado com uma central de multimídia uConnect de 8.4 polegadas com conexão para Apple CarPlay e Android Auto. A central possui comandos de viva voz para que não seja necessário tirar as mãos do volante.

Há ainda o sistema Keyless enter n go. Onde é possível destravar as portas ao se aproximar do veículo e dar a partida no motor através do botão Start/Stop sem precisar tirar as chaves do bolso.

E pra finalizar os aparatos tecnológicos do ponto de vista de conectividade são as entradas USB traseiras para que os passageiros possam se conectar à central multimídia com mais conforto.

Segurança reforçada H2

Quando o assunto é segurança o Jeep Renegade 2021 não deixa a desejar.
As proteções começam por baixo. Uma vez que o SUV de uso misto conta com proteções ao melhor estilo off-road equipado com protetores de cárter, eixo cardan e tanque de combustível. Especialistas afirmam que o que vem de baixo literalmente não atinge o veículo.

O modelo conta com sistemas ativos de tração e estabilidade que ajustam naturalmente o comportamento do carro em caso de perda de tração ou estabilidade.

O Hill Start é outra tecnologia que monitora o terreno e automaticamente aplica as doses de frenagem necessárias para realizar descidas e partir em aclives de modo seguro e suave.

Pensando na segurança de todos os ocupantes o Renegade 2021 conta com 7 airbags. São 2 frontais, 2 laterais, 2 laterais do tipo cortina e 1 nos joelhos do motorista.

Motorização, câmbio e sistema de tração

O Renegade é equipado com duas opções diferentes de motor.

O primeiro é o beberrão e barulhento, mas confiável 1.8 16V E.TorQ EVO VIS que desenvolve 135 cavalos quando abastecido com gasolina e 139 cavalos com etanol.

Esse era e vai continuar sendo o ponto fraco do modelo, pois o conjunto é conhecido por sua ineficiência do ponto de vista econômico e de potência, muito por conta do peso do modelo.

A outra opção é o motor 2.0 biturbo movido à diesel capaz de gerar 170 cavalos de potência. Essa motorização é a preferida dos amantes do Renegade.

Motorização
Jeep Renegade 2021 possui duas opções de motor

Com relação a câmbio, as versões com motor 1.8 Flex dispõem de um câmbio automático de 6 velocidades, enquanto a versão 2.0 turbodiesel é equipado com um câmbio também automático, mas de 9 velocidades.

Além disso, as versões topo de linha à partir da Moab contam ainda com sistema de tração 4×4 para poder rodar em terrenos acidentados com segurança e nenhum tipo de problema.

Pack de acessórios

Outra questão que chama muita atenção de quem optar pelo Jeep Renegade 2021 é o amplo pack de acessórios que podem ser adquiridos no ato da compra.

Dentre os principais acessórios estão suporte para bicicleta no teto, estribos laterais, Barras transversais sob o capô com capacidade para até 50 kg de carga, engate reboque integrado e para-barros para proteção da lataria.

Pacote de serviços

Outro item pensado para os proprietários do Renegade 2021 é o pacote de serviços com uma série de opcionais que cabem no bolso.

Há uma opção de garantia adicional de 12 a 24 meses aos 5 anos já oferecidos pela montadora.

Além disso é possível montar um plano de revisões com descontos e preços fixos. Há planos personalizados entre duas e dez revisões programadas que podem ser diluídas na compra do veículo. Seja a vista ou então por meio de financiamento.

E por fim, lançado recentemente está à disposição do cliente um serviço de proteção de pneus contra avarias e acidentes com reposição garantida e cobertura de 12 meses. ideal para quem gosta de usar o SUV em estradas de terra ou terrenos acidentados.

Consumo

Quando equipado com com o motor 1.8 Flex as médias de consumo do Renegade não são muito boas.

De acordo com dados do Inmetro quando abastecido com etanol o SUV faz uma média de 6,7 km/l na cidade e 7,4 km/l na estrada. Já quando abastecido com gasolina os números saltam para 9,5 km/l dentro da cidade e 10,7 km/l na estrada.

Já com o motor 2.0 turbodiesel as médias são melhores com o modelo atingindo 9,4 km/l na cidade e 11,5 km/l na estrada.

Versões e preços Jeep Renegade 2021

Chegamos agora num ponto crucial. Nesse momento você deve estar se perguntando quais são as versões disponíveis e quanto custa o Jeep Renegade 2021. Cada uma das versões começam nos seguintes valores:

  • Jeep Renegade STD 1.8 Flex: R$ 81.590,00;
  • Jeep Renegade Sport 1.8 Flex: R$ 96.790,00;
  • Jeep Renegade Longitude 1.8 Flex: R$ 112.190,00;
  • Jeep Renegade Limited 1.8 Flex: R$ 122.390,00;
  • Jeep Renegade Moab turbodiesel: R$ 139.690,00;
  • Jeep Renegade Longitude 2.0 turbodiesel: R$ 149.890,00;
  • Jeep Renegade Trailhawk 2.0 turbodiesel: R$ 161.490,00.

Versão híbrida também é esperada

Embora a montadora quase não tenha se pronunciado. Seguindo uma pegada mais sustentável o Renegade já tem uma versão híbrida rodando no exterior. Se trata do Renegade 4xe.

Em termos de aparência nada muda. Ao olharmos o Renegade híbrido não se nota nenhuma diferença. O modelo, inclusive pode ser utilizado tanto no asfalto quanto na terra!

híbrido
Versão híbrida deve chegar no final de 2021

O Jeep Renegade 4xe possui um motor de 4 cilindros 1.3 turbo movido à gasolina com opção de 130 e 190 cavalos. Além disso há um pequeno motor elétrico acoplado à unidade principal e uma segunda unidade elétrica de 60 cavalos com diferencial integrado que está acoplada ao eixo dianteiro.

O resultado de toda essa união é uma tração integrada híbrida mas sem a necessidade de um eixo de transmissão. Uma verdadeira obra de arte mecânica.

O motor elétrico traseiro é alimentado por uma bateria de 11,4 kW que é montado sob o assoalho e garante um total de 50 km de autonomia em modo 100% elétrico com uma velocidade de cruzeiro de até 130 km/h.

Para garantir a possibilidade de ter a tração nas quatro rodas sempre disponível há um motor à gasolina e uma pequena unidade elétrica, sendo que o primeiro alimenta o segundo que por sua vez recarrega a bateria.

Modelo híbrido possui funcionamento linear e inteligente

O Jeep Renegade híbrido possui um funcionamento um tanto quanto peculiar o que não altera o comportamento dinâmico do veículo que é bem assentado graças a uma estrutura firme com um centro de gravidade mais baixo.

O mesmo pode ser aplicado à direção que é firme e bem direta. De acordo com pilotos de testes é um modelo prazeroso de dirigir que graças à eletrificação fica ainda mais interessante.

O único ponto fraco é a caixa automática de 6 marchas que às vezes apresenta engates imprecisos e insiste em manter a marcha mais baixa fazendo com que o motor fale mais alto com ruídos podendo invadir a cabine.

software
Software proporciona funcionamento linear

No restante o sistema se comporta bem em qualquer tipo de condução. Quando se liga o sistema híbrido, é o software que decide qual motor vai ser utilizado.

Quando se opta por rodar no modo elétrico o motor é conduzido apenas pelo motor elétrico de 60 cavalos enquanto no E-save é possível recarregar as baterias até 80% ou preservar sua carga.

Quando se dirige um modelo híbrido plug-in algo muito interessante e prazeroso é o silêncio ao rodar e nisso o Jeep Renegade 4xe não é exceção.

Dirigir pela cidade, rodovias ou até mesmo por estradas de terra sem ouvir nenhum barulho vindo de baixo do capô é sem sombra de dúvidas um grande prazer.

Valores e chegada ao Brasil em 2021

O modelo já está disponível na Europa e possui três versões diferentes partindo de 38.500 euros e chegando a 41.500 euros algo entre R$ 254 mil e R$ 273 mil em conversão direta.

O modelo está previsto para chegar ao Brasil de maneira conjunta com o Jeep Compass 4xe. Há quem diga que a Renegade híbrido pode ser o primeiro veículo eletrificado da FCA no mercado brasileiro – isso se o Fiat 500 elétrico não chegar aqui primeiro.

De acordo com o presidente do grupo FCA na América Latina – Antonio Fliosa a pandemia e alta do dólar afetaram os planos de lançamento do modelo por aqui e definem o segundo semestre de 2021 como data para chegada da versão híbrida.

Conclusão

O Jeep Renegade 2021 vem forte para a briga com outros modelos. As novidades junto à nova versão certamente darão um gás extra para manter o modelo na ponta entre os mais vendidos por aqui.

Agora que você já sabe tudo sobre a versão 2021 do SUV estradeiro e aventureiro que tal conhecer seus prós e contras?

Para isso é só clicar no botão abaixo e emergir ainda mais no universo Renegade.

Murilo C.

Redator especialista em carros, se identifica com conteúdos relacionados a lançamentos e análises de veículos e acredita que compartilhar conhecimento na área ajuda todos a tomarem melhores decisões em busca do veículo ideal para cada tipo de perfil.

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Conheça os 15 piores carros para revenda no Brasil

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Murilo C.

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Os piores carros para revenda no Brasil

Você sabia que existem aqueles que são considerados os piores carros para revenda no Brasil? Pois bem, existem muitas questões que devem ser levadas em consideração na hora de comprar um carro. Embora seja desaconselhado, ainda é grande o número de pessoas que compram um veículo levando em conta puramente o “gostar” do modelo, sem se preocupar com nenhum outro tipo de informação. 

Há uma série de aspectos que precisam ser pensadas e até mesmo repensadas antes de comprar qualquer modelo de carro. Índice de roubos, valor de seguro, preço de manutenções, períodos de garantia oferecidos pelo fabricante, consumo de combustível e um dos mais importantes de todos: Valor de revenda. 

Muitos negócios vivem e sobrevivem puramente da compra e revenda de carros. Se você possui uma revenda de veículos, o artigo de hoje foi produzido especialmente para você, pois vamos mostrar os piores carros para revenda no Brasil. Nossa sugestão é simples: Leia o conteúdo até o fim, e saiba quais modelos evitar. 

Os piores carros para revenda no Brasil

Confira agora, quais são os piores carros para revenda no Brasil

15. EcoSport 1.0 

O Ford EcoSport foi lançado no ano de 2003 e em seu ano de estreia vendeu pouco mais de 12 mil unidades. O modelo de lançamento contava com três opções de motor: 1.0 de 8v supercharger; 1.6 de 8v e 2.0 com 16v.

Durante oito anos, o modelo passou por renovações e mudanças, ganhando diferentes tipos de acessórios, novas versões e como não poderia deixar de ser, a retirada da motorização 1.0 que não agradou. 

O EcoSport 1.0 foi reprovado pelos clientes e também pela mídia especializada, por conta de seu fraco desempenho e consequentemente alto consumo. Hoje ele é encontrado em sites de venda por valores que podem variar entre R$ 15 mil a R$ 20 mil. Sem sombra de dúvidas, um dos piores carros para revenda no Brasil.

EcoSport 1.0
EcoSport 1.0

14. Mercedes Classe A

O Mercedes Classe A foi apresentado pela primeira vez no ano de 1997 no Salão de Genebra, na Suíça. No Brasil, o modelo foi lançado apenas em 1999 e teve produção até o ano de 2005.

No início, o classe A alcançou bons números de vendas. Porém, o aumento do dólar na época, acabou interferindo negativamente em suas vendas que começaram a cair ano a anualmente. Em 2005, ano de encerramento de produção, foram vendidos somente 3.499 unidades. 

O alto valor de manutenção e peças, aliado à perda de credibilidade do modelo, faz com que ele possa ser encontrado por preços que variam entre R$ 9 mil e R$ 20 mil, sendo considerado um dos piores carros para revenda no Brasil.

Mercedes Classe A
Mercedes Classe A

13. Volkswagen Polo 1.0 

Em seu lançamento no ano de 2003, a Volkswagen achou ser uma boa ideia equipar o modelo com um motor 1.0 de 16 válvulas com 79 cavalos de potência. Na época, o modelo era considerado um popular de luxo, custando cerca de R$ 26 mil. 

Entretanto, a pouca potência não agradou em nada o consumidor brasileiro, fazendo com que a montadora alemã encerrasse sua produção no mesmo ano. Dessa maneira, é totalmente compreensível que o modelo faça parte da lista dos piores carros para revenda no Brasil, não é mesmo?

Hoje, o Polo 1.0 pode ser encontrado na faixa de R$ 10 mil a R$ 13 mil. 

Volkswagen Polo
Volkswagen Polo 1.0

12. Fiat Marea 

Certamente, você já esperava encontrar o Fiat Marea na lista dos piores carros para revenda no Brasil, não é mesmo? Além de ser considerado um dos piores carros já vendidos, ele também é muito difícil de ser revendido. 

O Modelo foi lançado com um motor 2.0 com 20 válvulas e 142 cavalos de potência e contava com um torque máximo de 18,1 kgfm. Em seguida, a Fiat lançou a versão SX, com o mesmo motor, porém sem o variador de comando e com “apenas” 127 cv. 

Embora tenha ficado por muito tempo no segmento de médios da montadora italiana, a dificuldade de manutenção, ausência de tecnologias e episódios de incêndios, fizeram suas vendas despencarem. Com isso, o modelo parou de ser produzido em 2007, dando lugar para a entrada do Linea e do Punto. 

Hoje é possível encontrar o Marea por valores que variam entre R$ 7mil e R$ 8,5 mil. Já os valores para a versão turbo, variam entre R$ 11 mil e R$ 15 mil. Mas é melhor manter distância. 

Fiat Marea
Fiat Marea

11. Fiat Doblô 

O Fiat Doblô é conhecido por seu amplo espaço e registro frequente de reclamações de seus proprietários. Embora seja considerado um carro de trabalho e não de passeio, o veículo da montadora possui uma série de fatores que justificam sua entrada na lista dos piores carros para revenda no Brasil.

Os principais pontos fracos do Doblô são: Isolamento acústico de baixa qualidade; Acabamento interno ruim; Baixo desempenho; Consumo de combustível elevado e Colunas dianteiras com muitos pontos cego.

Os valores são extremamente variáveis, levando em consideração, principalmente o ano de produção. Modelos produzidos em 2005 podem ser encontrados na faixa de R$ 20 mil, enquanto os modelos 2009 são comercializados na faixa dos R$ 75 mil.

Fiat Doblô
Fiat Doblô

10. Fiat Weekend

Considerada a última perua remanescente das levas mais antigas do Brasil, hoje especialistas automotivos consideram o modelo um carro ruim de revenda. O motivo: A Weekend pode estar com os dias contados.

No final de 2019, a Volkswagen já havia anunciado que a SpaceFox chegara ao fim da vida, por conta da baixa saída e a preferência do público por SUVs ser cada vez maior.

O principal ponto que chama atenção nessa questão é que as novas normas de segurança para 2020 podem deixar a produção do modelo inviável. Os novos itens são o sistema de fixação de cadeirinhas, o que demanda um alto investimento e esforço, além da obrigatoriedade de que os veículos saiam de fábrica com cintos de três pontos e encostos de cabeças para todos os ocupantes. Para um veículo que vendeu pouco mais de 2.500 unidades em 2019, esses investimentos podem ser vistos como inviáveis.

Hoje os valores da Fiat Weekend variam entre R$ 20 mil e R$ 79 mil, dependendo do ano e modelo. 

Fiat Weekend
Fiat Weekend

9. Jac T5

O SUV da Jac Motors não convenceu os consumidores brasileiros. Embora suas linhas sejam modernas, há quem diga que o T5 lembra modelos coreanos antigos, como o Hyundai ix35. 

Hoje seus valores são um pouco elevados ficando na faixa dos R$ 70 mil a R$ 80 mil. Cifras superiores às de seus concorrentes, como o Jeep Renegade e o Suzuki Jimmy que podem ser comprados por cerca de R$ 65 mil.

Dentre os pontos negativos que fazem o T5 ser um dos piores carros para revenda no Brasil estão a utilização de materiais de baixa qualidade para acabamento interno, suspensão rígida e má distribuição de componentes do painel. Há proprietários, inclusive que reclamam do forte odor de plástico. 

Os valores o Jac T5 variam entre R$ 44 mil e R$ 60 mil e tendem a ficar empacados por longos períodos em estacionamentos e revendas. 

Jac J5
Jac J5

8. Renault Symbol 

O Renault Symbol não apresentava problemas de projeto. Muito pelo contrário: Seus motores 1.6 com 8 e 16 válvulas equiparam muitos modelos da montadora francesa sem nenhum histórico de problema. 

Mas por que o modelo veio para na lista dos piores carros para revenda no Brasil? Você pode estar se perguntando. A resposta é simples: Sua concepção final. O modelo, era uma sedã baseado sob a antiga plataforma do Clio, já ultrapassada, com falta de espaço no banco interno e visual antiquado. 

Além disso, o “sedã” sofreu uma ferrenha concorrência interna da primeira geração do Logan, que era mais barato e espaçoso. Dessa forma, o Symbol teve vida curta, sendo produzido apenas entre 2009 e 2013. Essa rejeição do consumidor dificulta muito o processo de revenda do modelo, que pode ser encontrado por valores entre R$ 15 mil e R$ 22 mil. 

Renault Symbol
Renault Symbol

7. Ford Focus Sedan/Fastback

O Focus Sedã sempre teve bons atributos veiculares, mas nunca foi um sucesso de vendas. O modelo contou com três gerações no Brasil e todas foram ruins de mercado, com emplacamentos sempre registrando uma pequena fração em relação ao modelo Hatch, sempre teve espaço.

A suspensão independente nas quatro rodas sempre foi vista como um ponto positivo de estabilidade e suavidade. Além disso, com motorização sempre atual e potente o modelo tinha tudo para fazer sucesso. O seu fracasso no mercado é algo que intriga muitos especialistas do setor automotivo.

O design da traseira do sedã não ajudou muito tanto na primeira quanto na segunda geração. Na terceira e última safra, o problema era o câmbio automatizado powershift, que ganhou fama de mau funcionamento. Em 2015, a Ford reestilizou e mudou o nome do sedã de Focus para Fastback, mas nada adiantou e o modelo saiu de linha de vez em 2019.

A baixa adesão é o principal motivo que faz desse modelo um dos piores carros para revenda no Brasil. Os valores do modelo hoje ficam na faixa de R$ 22 mil até R$ 40 mil. 

Ford Focus Sedan FastBack
Ford Focus Sedan /Fastack

6. Jac J3

Aqui temos outro modelo da montadora chinesa que vem lutando e consequentemente sofrendo para agradar e conquistar o mercado brasileiro. 

No Brasil desde o ano de 2010 com diversos modelos, a linha “T” da montadora busca um novo posicionamento mercadológico. O Jac 3, concorria diretamente com com veículos como Renault Sandero, Chery Celer e o Lifan 320. Embora fosse bem equipado, contando com freios ABS, airbags, volante funcional e alguns acessórios de série, muitos reclamavam (e ainda reclamam) da baixa qualidade do acabamento, falta de peças de reposição e do preconceito por se tratar de uma marca chinesa. 

Por conta disso, o J3 figura hoje, entre os piores carros para revenda no Brasil, podendo ser encontrado por valores entre R$ 12 mil e R$ 15 mil.

Jac J3
Jac J3

5. Hyundai Elantra 

Diferentes gerações do Elantra foram importadas para o Brasil, entretanto, nenhuma delas fez sucesso. A última, inclusive, foi a que protagonizou maior fracasso. Quando chegou ao Brasil em 2011, a montadora viva uma momento de expansão, aliás o mercado nacional, ia de vento em popa e o segmento de sedãs médios estava particularmente aquecido.

Embora contasse com boa motorização, equipamentos de série e uma campanha publicitária massiva, o sedã nunca teve números expressivos de vendas. Há quem diga que o fracasso no mercado ocorreu por conta da alta competitividade da época, fazendo com que o modelo ganhasse o título de um dos sedãs mais rejeitados e por isso, um dos piores carros para revenda no Brasil.

Hoje os valores dos Hyundai Elantra variam entre R$ 40 mil e R$ 75 mil.

Hyundai Elantra
Hyundai Elantra

4. Fiat Linea 

Aqui temos outra estrela entre os piores carros para revenda no Brasil. Lançado no Brasil em 2008 e produzido até 2017, o Linea foi comercializado em uma série de versões, no entanto, seus números de vendas nunca foram positivos. Em outras palavras, o modelo nunca pegou por aqui.

Especialistas do setor automotivo divergem nos motivos, mas a causa mais aceita para o fracasso de vendas é que muitos acreditavam que o modelo poderia vir com os mesmos problemas apresentados pelos seus sucessor, o Fiat Marea. O resultado então, foi um baixo número de vendas e índices ainda piores de revenda. 

Hoje é possível encontrar um modelo por valores que variam entre R$ 23 mil e R$ 37 mil.

Fiat Linea
Fiat Linea

3. Peugeot 408

O Peugeot 408 ficou conhecido pelo seu visual ter sido utilizado na Stock Car durante as temporadas de 2007 a 2009. O modelo era bem equipado e confortável, mas tinha concorrentes de peso, como Citroen C4, Honda Civic e Toyota Corolla.

Para se manter no mercado, o 408 contava com freios ABS, faróis de neblina, ajuste do volante em profundidade, banco traseiro rebatível, porta-luvas climatizado e muitos outros itens de série. 

Com motorização poderosa, o sedã médio não foi páreo para seus concorrentes, principalmente os japoneses Civic e Corolla. Com vendas bem abaixo do esperado, o modelo saiu de linha em 2019, com fama ser um dos piores carros para revenda no Brasil.

Hoje é possível encontrar o Peugeot 208 por valores que variam entre R$ 24 mil e R$ 60 mil.

Peugeot 408

2. Citroen AirCross

Muitas pessoas acham que o AirCross saiu de linha dando lugar ao novo Citroen C4 Cactus, mas isso é um engano. O AirCross continua sendo fabricado na fábrica de Porto Real - RJ. Essa confusão é relativamente normal, afinal, as vendas do modelo nunca decolaram, colocando-o na lista de piores carros tanto para compra, quanto para revenda no Brasil. 

É muito complicado apontar somente um fator responsável pelas baixas vendas e revendas, mas muitas vezes a culpa recai sobre um projeto confuso que mescla diferentes segmentos em uma mesma coisa. Afinal, o AirCross não pode ser considerado um SUV ou então um monovolume.

Hoje é possível encontrar o veículo com valores que partem de R$ 26 mil até R$ 55 mil.

Citroen AirCross
Citroen AirCross

1. Chevrolet Agile 

O Chevrolet Agile é um dos poucos insucessos recentes da montadora, ficando longe das vendas de seus antecessores Corsa e Celta, por exemplo, que possuem grande aceitação no mercado de usados. 

Com pouco tempo de vida, tendo produção entre 2009 e 2013, os problemas começaram ainda na fase de projetos. Concebido durante a crise mundial de 2008, o modelo tinha uma série de restrições orçamentárias para seu desenvolvimento. 

Um ponto que chama a atenção de forma negativa é sua arquitetura ultrapassada, que impõe uma posição desconfortável ao motorista. Seu design nunca foi unanimidade, embora contasse com pontos positivos, tais como consumo de combustível e espaço no porta-malas, o modelo nunca decolou em vendas. 

Além disso, alguns modelos foram equipados com câmbio automatizado de uma embreagem, o famoso Easytronic, que são ainda mais rejeitados. Por isso, o Agile é considerado um dos piores carros para revenda no Brasil.

Hoje o Agile possui preços que variam entre R$ 19 mil e R$ 30 mil.

Chevrolet Agile
Chevrolet Agile

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