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15 carros que ganharam apelidos que duram até hoje

por

Murilo C.

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Carros que ganharam apelidos

O Brasileiro é conhecido mundialmente por seu senso de humor e principalmente por sua criatividade. Além disso, algo cultural por aqui são os apelidos. Amigos e parentes sempre são apelidados, e dessa cultura brasileira nem mesmo os carros escaparam. Embora os mais novos não saibam, existem muitos carros que ganharam apelidos. 

Trazendo à tona toda a nostalgia dos modelos antigos, nós de senhor carros separamos os carros que ganharam apelidos por aqui. Será que você consegue se lembrar deles? Ou melhor ainda, será que você já teve algum carro que ficou famoso por conta de seu apelido?

A resposta para esses questionamentos está logo a seguir! Confira a lista dos automóveis que foram apelidados ao longo dos anos. 

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15 Carros que ganharam apelidos

A lista de carros que ganharam apelidos é relativamente grande, por isso, optamos por reunir aqueles que são mais famosos. Bora conferir?

15. Hyundai Veloster: Devagoster

Quando lançado no mercado, no ano de 2011, a Hyundai anunciou que o Veloster tinha potência de 140 cavalos, quando na verdade, o modelo continha “apenas” 128 cavalos. A montadora, representada pela CAOA, teve que assinar um termo de ajuste de conduta e teve que pagar multa de mais de R$ 1,5 milhão na época por propaganda enganosa. 

Veloster
Hyundai Veloster foi apelidado de Devagoster

Teve até caso de consumidor que ganhou ação individual alegando que foi enganado pela propaganda considerada enganoso. O humor do brasileiro não deixou barato e tratou de apelidar rapidamente o modelo como “Devagoster”, por conta de sua potência menor do que a anunciada. 

14. Fiat 147: Cachacinha

O Fiat 147 de 1979 é mais um na nossa lista de carros que ganharam apelidos. O modelo em questão era chamado de Cachacinha devido ao cheiro de álcool – combustível da época derivado da cana de açúcar que saía do escapamento. 

147
Fiat 147 movido à álcool: O cachacinha

O etanol utilizado como combustível na época foi a solução brasileira para a crise do petróleo que assolou o país no início da década de 70. Na ocasião, a Fiat optou por utilizar um motor 1.3 do qual conseguiu extrair nada mais do que 62 cavalos, cerca de 10 a mais do que o modelo movido à gasolina. Uma verdadeira façanha automotiva para época. 

13. Ford Ecosport: Nhecosport

A primeira geração do Ecosport ficou famosa e foi duramente criticada por conta de falhas de projeto e principalmente de acabamento. Muitos erros foram corrigidos na primeira reestilização e no segundo ano de vida do modelo, entretanto a fama permaneceu. 

Ecosport
Ecosport foi chamado de Nhecosport em seu lançamento

O painel fazia barulhos estranhos, os vãos desproporcionais entre as partes da carroceria e os barulho que faziam o rodar, renderam ao primeiro EcoSport o apelido de NhecoSport.

12. Kombi: Pão pullman

Que nunca andou de Kombi? Produzia por mais de meio século aqui no Brasil, o utilitário ganhou um apelido totalmente compatível com seu visual: pão pullman, ou seja, o famoso pão de forma. Isso por conta do formato de sua carroceria ser muito parecido com um pacote de pão de forma. O apelido foi dado logo nos primórdios do surgimento do veículo por aqui, por isso, os mais jovens podem não se lembrar. 

Kombi
A aposentada Kombi, também chamada de pão pullman

11. Volkswagen 1600: Zé do Caixão

No final da década de 1960 a Volkswagen tentou inovar no design e deu adeus ao estilo clássico dos modelos da época, para fazer algo mais futurista, com linhas retas e que aproveitasse melhor o espaço interno, mas sem deixar de lado a mecânica boxer à ar comprimido, mas com aprimoramentos. Nasceu então, o 1600.

1600
O famoso Volkswagen 1600 “Zé do caixão”

No que diz respeito ao aproveitamento do espaço interno, não há comparação aos modelos anteriores, mas o restante não foi muito bem aceito pelo público. As linhas retas do modelo fizeram com que muita gente visse no 1600 um caixão, de maneira literal. Como na época o ator de filmes de terror José Mojica Marins – popularmente conhecido como Zé do Caixão estava em alta, o modelo logo foi apelidado de Zé do Caixão.

10. Simca Chambord: Belo Antônio

O famoso Simca Chambord (que ganhou até música) é mais dos carros que ganharam apelidos. No caso, o Simca era “carinhosamente” chamado de Belo Antônio. 

Simca
Simca ganhou apelido e música

O apelido era proveniente de um personagem de um filme popular na década de 60, onde o belo Antônio era um sujeito popular entre as mulheres mas sofria com impotência sexual, um problema de saúde sem solução na época. A comparação com o sedã se estabelecia em sua beleza, mas que contava com um motor fraco, que dispunha de torque insuficiente para empurrar a pesada lataria ostentada pelo modelo.

9. Renault Dauphine: Leite glória

Embora tivesse um visual bonito, o modelo francês não caiu nas graças do brasileiro e hoje é lembrado por conta de seu apelido jocoso: Leite glória. Essa marca de leite em pó tinha como slogan: “Desmancha sem bater”, uma vez que seus flocos se soltavam com facilidade. 

Dauphine
O frágil Renault Dauphine: Leite glória

O Renault Dauphine tinha uma péssima qualidade em termos de chassis e carroceria, com seus componentes ficando desalinhados após pouco tempo uso, o que fazia extremo barulho ao rodar. O mesmo acontecia com a mecânica, muito frágil. Dessa maneira, por conta da baixa confiabilidade e “quebra-quebra”, o Dauphine ganhou o apelido de leite glória, pois desmanchava sem bater. 

8. Volkswagen Gol: Batedeira

Como muitos sabem, a primeira versão do Gol foi lançada em 1980 com o objetivo de substituir o Fusca, mas com a mecânica refrigerada a ar, como todos os modelos da montadora da época, exceto o Passat. 

Gol batedeira
Gol ganhou o apelido de batedeira tardiamente

O Gol manteve os motores a ar até 1983, quando modelos com motores arrefecidos a água com funcionamento mais linear e suave. Por conta dessa nova forma de funcionar, os modelos com motores boxers,que eram arrefecidos a ar, ganharam o apelido de batedeira por conta de seus ruídos. 

7. Chevrolet Monza: Tubarão

Depois da febre das linhas retas e geométricas, populares no início da década de 80, as formas arredondadas se tornaram referências e consequentemente preferência, tanto que em 1991 um carro ficou muito famoso por conta de seu desempenho e de seu apelido: O Monza tubarão.

Tubarão
O famoso Monza Tubarão

O modelo que teve uma sobrevida entre 1991 e 1996 possui amantes e entusiastas até hoje e realmente deixa saudades. Na época o modelo quadrado e antigo fora renovado e sua dianteira ganhou um formato em cunha, o que lembrava o nariz de um tubarão, daí veio o seu apelido. 

6. Fiat Uno: Botinha ortopédica

Aqui temos mais um exemplo clássico dentre os carros que ganharam apelidos. No início da década de 70, o aproveitamento pelo espaço interno voltou a ser uma obsessão das montadoras, principalmente em carros compactos. Uma das soluções mais comuns, principalmente nos veículos de origem italiana e francesa era o posicionamento dos assentos na posição vertical, como se seus ocupantes estivessem sentados em uma cadeira. 

Bota ortopédica
Fiat Uno, a botinha ortopédica

Por conta da posição alta e ereta, totalmente contrária aos “conhecidos” assentos baixos e deitados, junto ao formato da carroceria, totalmente reta, o Fiat Uno ganhou o apelido de bota ortopédica, uma imposição muito comum dos ortopedistas às crianças dos anos 80, com o intuito de melhorar a postura dos pequenos. 

5. Ford Escort: Sapão

A terceira geração do Escort, lançada no início da década de 90 também seguiu formas arredondadas. Sua versão mais “envenenada” foi a Cosworth, que era desenvolvida pela divisão de alta performance da montadora. A versão continha apêndices aerodinâmicos com o intuito de se obter ótima performance. 

Sapão escort
Ford Escort, o primeiro sapão!

Entretanto, dois ressaltos no capô do modelo, lembravam olhos de sapo, daí, veio a origem do apelido: Sapão. Que dura até os dias de hoje. 

4. Volkswagen Fusca: Itamar

Com o crescimento de vendas e o grande sucesso do Gol, a Volkswagen decidiu apostar na paralisação da produção do Fusca em 1996. Entretanto, em 1992, ao assumir a presidência após impeachment de Fernando Collor, Itamar Franco, com o interesse em fomentar a produção de veículos populares mais acessíveis, pediu para que a volkswagen relançasse o Fusca em uma versão mais barata, para que os brasileiros pudessem comprar um carro 0km.

Itamar
O famoso fusca Itamar

No final de 1993 então, o Fusca foi relançado, com motor 1600, pára-choques da cor da carroceria e acabamento refinado. O modelo recebeu então o apelido de Fusca Itamar. Ao contrário do esperado, o “Itamar” não conseguiu ser tão mais barato do que o Gol, fazendo com que suas vendas não fossem tão expressivas, o que colaborou para que o modelo saísse de linha em 1996 para não voltar mais. 

3. Volkswagen Gol: Bolinha

A segunda geração do Gol, foi lançada no ano de 1994 e seguiu a tendência arredondada. Totalmente diferente de seu antecessor, o gol “quadrado” rapidamente o modelo passou a ser chamado de Gol bolinha ou simplesmente gol bola. Embora a marca tenha insistido para que o público chamasse o modelo de geração II o apelido popular prevalece e ainda é utilizado até os dias atuais. 

Bolinha
Gol GII é chamado de Gol bolinha até hoje

2. Toyota Corolla: Brad Pitt

A nona geração do Toyota Corolla, lançada em 2002, mas já como modelo 2003, foi vendida até 2008 e foi carinhosamente apelidada de Brad Pitt pelo fato que o garoto propaganda foi o próprio ator Hollywood. 

Brad Pitt
Toyota Corolla usou Brad Pitt como garoto propaganda

Importante destacar que o modelo foi um sucesso de vendas no mundo todo e comercializados em diferentes mercados automotivos, como na América do Sul, África e Ásia, por exemplo. 

1. Volkswagen Golf: Sapão

Embora tenha o mesmo apelido do Ford Escort, a quarta geração do Golf recebeu o apelido de sapão por motivos ainda mais óbvios: Os faróis mais redondos do que o comum eram muito parecidos com os olhos de um sapo. Depois do seu lançamento foi apenas questão de tempo para que o apelido pegasse. A exemplo do que ocorre com o gol bolinha, os modelos da quarta geração do Golf são chamados até hoje de sapão.

Golf Sapão
Golf foi o segundo a ser chamado de sapão

Na sua opinião faltou algum carro que ganhou apelido? Se sim, deixe um comentário contando pra gente qual o foi o modelo que não foi citado. Nós do Senhor Carros sempre ouvimos o que nossos leitores têm a dizer ;). 

Tão legal quando a lista dos carros que ganharam apelidos, é uma lista com aqueles que são considerados os carros da década. Que tal descobrir quais são os modelos que mais se destacaram e são considerados os mais importantes dos últimos 10 anos? Para isso, é só clicar no botão a seguir! 

Redator especialista em carros, se identifica com conteúdos relacionados a lançamentos e análises de veículos e acredita que compartilhar conhecimento na área ajuda todos a tomarem melhores decisões em busca do veículo ideal para cada tipo de perfil.

Artigos

Conheça os 15 piores carros para revenda no Brasil

por

Murilo C.

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Os piores carros para revenda no Brasil

Você sabia que existem aqueles que são considerados os piores carros para revenda no Brasil? Pois bem, existem muitas questões que devem ser levadas em consideração na hora de comprar um carro. Embora seja desaconselhado, ainda é grande o número de pessoas que compram um veículo levando em conta puramente o “gostar” do modelo, sem se preocupar com nenhum outro tipo de informação. 

Há uma série de aspectos que precisam ser pensadas e até mesmo repensadas antes de comprar qualquer modelo de carro. Índice de roubos, valor de seguro, preço de manutenções, períodos de garantia oferecidos pelo fabricante, consumo de combustível e um dos mais importantes de todos: Valor de revenda. 

Muitos negócios vivem e sobrevivem puramente da compra e revenda de carros. Se você possui uma revenda de veículos, o artigo de hoje foi produzido especialmente para você, pois vamos mostrar os piores carros para revenda no Brasil. Nossa sugestão é simples: Leia o conteúdo até o fim, e saiba quais modelos evitar. 

Os piores carros para revenda no Brasil

Confira agora, quais são os piores carros para revenda no Brasil

15. EcoSport 1.0 

O Ford EcoSport foi lançado no ano de 2003 e em seu ano de estreia vendeu pouco mais de 12 mil unidades. O modelo de lançamento contava com três opções de motor: 1.0 de 8v supercharger; 1.6 de 8v e 2.0 com 16v.

Durante oito anos, o modelo passou por renovações e mudanças, ganhando diferentes tipos de acessórios, novas versões e como não poderia deixar de ser, a retirada da motorização 1.0 que não agradou. 

O EcoSport 1.0 foi reprovado pelos clientes e também pela mídia especializada, por conta de seu fraco desempenho e consequentemente alto consumo. Hoje ele é encontrado em sites de venda por valores que podem variar entre R$ 15 mil a R$ 20 mil. Sem sombra de dúvidas, um dos piores carros para revenda no Brasil.

EcoSport 1.0
EcoSport 1.0

14. Mercedes Classe A

O Mercedes Classe A foi apresentado pela primeira vez no ano de 1997 no Salão de Genebra, na Suíça. No Brasil, o modelo foi lançado apenas em 1999 e teve produção até o ano de 2005.

No início, o classe A alcançou bons números de vendas. Porém, o aumento do dólar na época, acabou interferindo negativamente em suas vendas que começaram a cair ano a anualmente. Em 2005, ano de encerramento de produção, foram vendidos somente 3.499 unidades. 

O alto valor de manutenção e peças, aliado à perda de credibilidade do modelo, faz com que ele possa ser encontrado por preços que variam entre R$ 9 mil e R$ 20 mil, sendo considerado um dos piores carros para revenda no Brasil.

Mercedes Classe A
Mercedes Classe A

13. Volkswagen Polo 1.0 

Em seu lançamento no ano de 2003, a Volkswagen achou ser uma boa ideia equipar o modelo com um motor 1.0 de 16 válvulas com 79 cavalos de potência. Na época, o modelo era considerado um popular de luxo, custando cerca de R$ 26 mil. 

Entretanto, a pouca potência não agradou em nada o consumidor brasileiro, fazendo com que a montadora alemã encerrasse sua produção no mesmo ano. Dessa maneira, é totalmente compreensível que o modelo faça parte da lista dos piores carros para revenda no Brasil, não é mesmo?

Hoje, o Polo 1.0 pode ser encontrado na faixa de R$ 10 mil a R$ 13 mil. 

Volkswagen Polo
Volkswagen Polo 1.0

12. Fiat Marea 

Certamente, você já esperava encontrar o Fiat Marea na lista dos piores carros para revenda no Brasil, não é mesmo? Além de ser considerado um dos piores carros já vendidos, ele também é muito difícil de ser revendido. 

O Modelo foi lançado com um motor 2.0 com 20 válvulas e 142 cavalos de potência e contava com um torque máximo de 18,1 kgfm. Em seguida, a Fiat lançou a versão SX, com o mesmo motor, porém sem o variador de comando e com “apenas” 127 cv. 

Embora tenha ficado por muito tempo no segmento de médios da montadora italiana, a dificuldade de manutenção, ausência de tecnologias e episódios de incêndios, fizeram suas vendas despencarem. Com isso, o modelo parou de ser produzido em 2007, dando lugar para a entrada do Linea e do Punto. 

Hoje é possível encontrar o Marea por valores que variam entre R$ 7mil e R$ 8,5 mil. Já os valores para a versão turbo, variam entre R$ 11 mil e R$ 15 mil. Mas é melhor manter distância. 

Fiat Marea
Fiat Marea

11. Fiat Doblô 

O Fiat Doblô é conhecido por seu amplo espaço e registro frequente de reclamações de seus proprietários. Embora seja considerado um carro de trabalho e não de passeio, o veículo da montadora possui uma série de fatores que justificam sua entrada na lista dos piores carros para revenda no Brasil.

Os principais pontos fracos do Doblô são: Isolamento acústico de baixa qualidade; Acabamento interno ruim; Baixo desempenho; Consumo de combustível elevado e Colunas dianteiras com muitos pontos cego.

Os valores são extremamente variáveis, levando em consideração, principalmente o ano de produção. Modelos produzidos em 2005 podem ser encontrados na faixa de R$ 20 mil, enquanto os modelos 2009 são comercializados na faixa dos R$ 75 mil.

Fiat Doblô
Fiat Doblô

10. Fiat Weekend

Considerada a última perua remanescente das levas mais antigas do Brasil, hoje especialistas automotivos consideram o modelo um carro ruim de revenda. O motivo: A Weekend pode estar com os dias contados.

No final de 2019, a Volkswagen já havia anunciado que a SpaceFox chegara ao fim da vida, por conta da baixa saída e a preferência do público por SUVs ser cada vez maior.

O principal ponto que chama atenção nessa questão é que as novas normas de segurança para 2020 podem deixar a produção do modelo inviável. Os novos itens são o sistema de fixação de cadeirinhas, o que demanda um alto investimento e esforço, além da obrigatoriedade de que os veículos saiam de fábrica com cintos de três pontos e encostos de cabeças para todos os ocupantes. Para um veículo que vendeu pouco mais de 2.500 unidades em 2019, esses investimentos podem ser vistos como inviáveis.

Hoje os valores da Fiat Weekend variam entre R$ 20 mil e R$ 79 mil, dependendo do ano e modelo. 

Fiat Weekend
Fiat Weekend

9. Jac T5

O SUV da Jac Motors não convenceu os consumidores brasileiros. Embora suas linhas sejam modernas, há quem diga que o T5 lembra modelos coreanos antigos, como o Hyundai ix35. 

Hoje seus valores são um pouco elevados ficando na faixa dos R$ 70 mil a R$ 80 mil. Cifras superiores às de seus concorrentes, como o Jeep Renegade e o Suzuki Jimmy que podem ser comprados por cerca de R$ 65 mil.

Dentre os pontos negativos que fazem o T5 ser um dos piores carros para revenda no Brasil estão a utilização de materiais de baixa qualidade para acabamento interno, suspensão rígida e má distribuição de componentes do painel. Há proprietários, inclusive que reclamam do forte odor de plástico. 

Os valores o Jac T5 variam entre R$ 44 mil e R$ 60 mil e tendem a ficar empacados por longos períodos em estacionamentos e revendas. 

Jac J5
Jac J5

8. Renault Symbol 

O Renault Symbol não apresentava problemas de projeto. Muito pelo contrário: Seus motores 1.6 com 8 e 16 válvulas equiparam muitos modelos da montadora francesa sem nenhum histórico de problema. 

Mas por que o modelo veio para na lista dos piores carros para revenda no Brasil? Você pode estar se perguntando. A resposta é simples: Sua concepção final. O modelo, era uma sedã baseado sob a antiga plataforma do Clio, já ultrapassada, com falta de espaço no banco interno e visual antiquado. 

Além disso, o “sedã” sofreu uma ferrenha concorrência interna da primeira geração do Logan, que era mais barato e espaçoso. Dessa forma, o Symbol teve vida curta, sendo produzido apenas entre 2009 e 2013. Essa rejeição do consumidor dificulta muito o processo de revenda do modelo, que pode ser encontrado por valores entre R$ 15 mil e R$ 22 mil. 

Renault Symbol
Renault Symbol

7. Ford Focus Sedan/Fastback

O Focus Sedã sempre teve bons atributos veiculares, mas nunca foi um sucesso de vendas. O modelo contou com três gerações no Brasil e todas foram ruins de mercado, com emplacamentos sempre registrando uma pequena fração em relação ao modelo Hatch, sempre teve espaço.

A suspensão independente nas quatro rodas sempre foi vista como um ponto positivo de estabilidade e suavidade. Além disso, com motorização sempre atual e potente o modelo tinha tudo para fazer sucesso. O seu fracasso no mercado é algo que intriga muitos especialistas do setor automotivo.

O design da traseira do sedã não ajudou muito tanto na primeira quanto na segunda geração. Na terceira e última safra, o problema era o câmbio automatizado powershift, que ganhou fama de mau funcionamento. Em 2015, a Ford reestilizou e mudou o nome do sedã de Focus para Fastback, mas nada adiantou e o modelo saiu de linha de vez em 2019.

A baixa adesão é o principal motivo que faz desse modelo um dos piores carros para revenda no Brasil. Os valores do modelo hoje ficam na faixa de R$ 22 mil até R$ 40 mil. 

Ford Focus Sedan FastBack
Ford Focus Sedan /Fastack

6. Jac J3

Aqui temos outro modelo da montadora chinesa que vem lutando e consequentemente sofrendo para agradar e conquistar o mercado brasileiro. 

No Brasil desde o ano de 2010 com diversos modelos, a linha “T” da montadora busca um novo posicionamento mercadológico. O Jac 3, concorria diretamente com com veículos como Renault Sandero, Chery Celer e o Lifan 320. Embora fosse bem equipado, contando com freios ABS, airbags, volante funcional e alguns acessórios de série, muitos reclamavam (e ainda reclamam) da baixa qualidade do acabamento, falta de peças de reposição e do preconceito por se tratar de uma marca chinesa. 

Por conta disso, o J3 figura hoje, entre os piores carros para revenda no Brasil, podendo ser encontrado por valores entre R$ 12 mil e R$ 15 mil.

Jac J3
Jac J3

5. Hyundai Elantra 

Diferentes gerações do Elantra foram importadas para o Brasil, entretanto, nenhuma delas fez sucesso. A última, inclusive, foi a que protagonizou maior fracasso. Quando chegou ao Brasil em 2011, a montadora viva uma momento de expansão, aliás o mercado nacional, ia de vento em popa e o segmento de sedãs médios estava particularmente aquecido.

Embora contasse com boa motorização, equipamentos de série e uma campanha publicitária massiva, o sedã nunca teve números expressivos de vendas. Há quem diga que o fracasso no mercado ocorreu por conta da alta competitividade da época, fazendo com que o modelo ganhasse o título de um dos sedãs mais rejeitados e por isso, um dos piores carros para revenda no Brasil.

Hoje os valores dos Hyundai Elantra variam entre R$ 40 mil e R$ 75 mil.

Hyundai Elantra
Hyundai Elantra

4. Fiat Linea 

Aqui temos outra estrela entre os piores carros para revenda no Brasil. Lançado no Brasil em 2008 e produzido até 2017, o Linea foi comercializado em uma série de versões, no entanto, seus números de vendas nunca foram positivos. Em outras palavras, o modelo nunca pegou por aqui.

Especialistas do setor automotivo divergem nos motivos, mas a causa mais aceita para o fracasso de vendas é que muitos acreditavam que o modelo poderia vir com os mesmos problemas apresentados pelos seus sucessor, o Fiat Marea. O resultado então, foi um baixo número de vendas e índices ainda piores de revenda. 

Hoje é possível encontrar um modelo por valores que variam entre R$ 23 mil e R$ 37 mil.

Fiat Linea
Fiat Linea

3. Peugeot 408

O Peugeot 408 ficou conhecido pelo seu visual ter sido utilizado na Stock Car durante as temporadas de 2007 a 2009. O modelo era bem equipado e confortável, mas tinha concorrentes de peso, como Citroen C4, Honda Civic e Toyota Corolla.

Para se manter no mercado, o 408 contava com freios ABS, faróis de neblina, ajuste do volante em profundidade, banco traseiro rebatível, porta-luvas climatizado e muitos outros itens de série. 

Com motorização poderosa, o sedã médio não foi páreo para seus concorrentes, principalmente os japoneses Civic e Corolla. Com vendas bem abaixo do esperado, o modelo saiu de linha em 2019, com fama ser um dos piores carros para revenda no Brasil.

Hoje é possível encontrar o Peugeot 208 por valores que variam entre R$ 24 mil e R$ 60 mil.

Peugeot 408

2. Citroen AirCross

Muitas pessoas acham que o AirCross saiu de linha dando lugar ao novo Citroen C4 Cactus, mas isso é um engano. O AirCross continua sendo fabricado na fábrica de Porto Real - RJ. Essa confusão é relativamente normal, afinal, as vendas do modelo nunca decolaram, colocando-o na lista de piores carros tanto para compra, quanto para revenda no Brasil. 

É muito complicado apontar somente um fator responsável pelas baixas vendas e revendas, mas muitas vezes a culpa recai sobre um projeto confuso que mescla diferentes segmentos em uma mesma coisa. Afinal, o AirCross não pode ser considerado um SUV ou então um monovolume.

Hoje é possível encontrar o veículo com valores que partem de R$ 26 mil até R$ 55 mil.

Citroen AirCross
Citroen AirCross

1. Chevrolet Agile 

O Chevrolet Agile é um dos poucos insucessos recentes da montadora, ficando longe das vendas de seus antecessores Corsa e Celta, por exemplo, que possuem grande aceitação no mercado de usados. 

Com pouco tempo de vida, tendo produção entre 2009 e 2013, os problemas começaram ainda na fase de projetos. Concebido durante a crise mundial de 2008, o modelo tinha uma série de restrições orçamentárias para seu desenvolvimento. 

Um ponto que chama a atenção de forma negativa é sua arquitetura ultrapassada, que impõe uma posição desconfortável ao motorista. Seu design nunca foi unanimidade, embora contasse com pontos positivos, tais como consumo de combustível e espaço no porta-malas, o modelo nunca decolou em vendas. 

Além disso, alguns modelos foram equipados com câmbio automatizado de uma embreagem, o famoso Easytronic, que são ainda mais rejeitados. Por isso, o Agile é considerado um dos piores carros para revenda no Brasil.

Hoje o Agile possui preços que variam entre R$ 19 mil e R$ 30 mil.

Chevrolet Agile
Chevrolet Agile

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