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Nissan Leaf 2020: Tudo o que você precisa saber sobre o elétrico que completa 10 anos

por

Murilo C.

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Nissan Leaf 2020

O mercado de carros elétricos vem crescendo no mundo todo, entretanto, no Brasil, o crescimento da frota elétrica ainda é tímido e os motivos para isso são os mais variados: Baixo número de postos de abastecimento e desvalorização do real frente a moedas estrangeiras como euro e dólar são apontados como os principais vilões. Entretanto, um modelo vem ganhando bastante destaque entre os modelos elétricos comercializados por aqui: O Nissan Leaf. 

Em 2020, o modelo completa uma década de vida, por isso, em seu aniversário de 10 anos, trazemos um review completo do modelo que é considerado por muitos, como o ponto de partida dos veículos elétricos no Brasil. Confira. 

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Conheça todos os detalhes do Nissan Leaf 2020

A experiência de andar com um veículo elétrico é desconhecida para grande parte dos brasileiros, mas algo é certo: No futuro modelos híbridos e até mesmo 100% eletrificados estarão presentes nas cidades estradas Brasileiras.

Enquanto em países europeus os modelos à combustão já estão com os dias contatos, aqui no Brasil algumas movimentações tímidas já começaram a acontecer. Há um projeto de lei (304/2017) tramitando no Senado, para que em dez anos modelos à gasolina não possam ser vendidos no país e a partir de 2040 não possam mais circular. 

Não é à toa que vemos cada vez mais modelos elétricos ou híbridos estejam surgindo, além disso, categorias automobilísticas como FIA WEC e Fórmula-E que servem como laboratório para desenvolvimento de novas tecnologias para serem utilizadas nas ruas. 

Montadoras renomadas como Chevrolet, Renault, BMW, Audi, Volkswagen já possuem veículos com “tecnologia” limpa, mas o Nissan Leaf 2020 vem para quebrar paradigmas. 

Começando pelo preço

O Nissan Leaf 2020 possui preço sugerido de R$ 195 mil. Embora pode ser considerado fora da realidade para muita gente, esse alto valor não exclusividade do Brasil. No Reino Unido, local de produção do modelo, o valor é de quase 28 mil libras. 

Os comandantes da montadora afirmam que a marca busca um público que deseja e pode pagar por uma experiência diferenciada. 

Motor esperto, silencioso e câmbio de uma marcha

Ao acionar o botão de partida, a principal surpresa é o silêncio e a ausência de vibração. No painel é possível avaliar o nível de carga da bateria. O câmbio, possui apenas uma marcha e lembra um joystick, e para acioná-lo, basta puxar para a esquerda e posicioná-lo na posição D de Drive e sair andando. 

Motor Nissan Leaf
Torque e silêncio do motor chamam atenção

O motor possui potência equivalente a 149 cavalos e acelera de maneira surpreende, são 32,6 kgfm. Existem duas formas de conduzir o Nissan Leaf 2020, o modo Normal e o modo Eco, popularmente apelidado de modo de pedal único.

Pedal único

Um grande diferencial do Nissan Leaf 2020 é o modo chamado e-pedal. Ao acionar este modo, o acelerador se torna o único pedal a ser utilizado. 

Isso ocorre, pois ao se tirar o pé completamente do acelerador, o carro freia de modo instantâneo, acendendo, inclusive as luzes traseiras de freio. Esse modo de condução é recomendado para situações de baixa velocidade, como em caso de trânsito intenso, por exemplo, e embora possa ser estranho em um primeiro momento, é fácil se acostumar. 

e-pedal
e-Pedal: Diferente e econômico

Em caso de necessidade de dirigir acima de 40 km/h, o recomendado é que o modo e-pedal seja desativado e se utilize o pedal de freio para dirigir normalmente. 

Leve desconforto e interior simples

Embora tenha espaço para cinco adultos, quem viaja no banco traseiro pode se sentir desconfortável, isso ocorre pelo simples fato do assoalho ser elevado para acomodar o conjunto de baterias. Depois de determinado tempo, a posição pode se tornar um tanto quanto incômoda. 

Interior Leaf 2020
Interior poderia ser melhorado

O interior do Nissan Leaf é relativamente simples. O acabamento não pode ser considerado ruim, mas não faz jus ao alto valor cobrado. Há muito plástico rígido e poucas regiões macias e sensíveis ao toque. O desenho do painel e do volante, inclusive, remetem ao seu “irmão” Kicks.

Adaptável ao Brasil

O Nissan Leaf 2020 é considerado um hatch médio, afinal conta com 4,48 metros de comprimento, 1,79 metros de largura, 1,56 metros de altura e possui 2,70 metros de entre-eixos. 

De acordo com dados da Nissan, o elétrico alcança os 100 km/h em 7,9 segundos, entretanto, prezando por autonomia, sua velocidade máxima é limitada a “míseros” 144 km/h.

Leaf Urbano
Modelo anda bem nas ruas brasileiras

Além de ter um bom desempenho, o Nissan Leaf 2020 se mostra bem dinâmico. Testes demonstraram que o modelo é confortável na maior parte do tempo e seu isolamento acústico é de qualidade. Além disso, sua suspensão macia é capaz de lidar bem com as péssimas condições do asfalto brasileiro. 

Indicado para uso urbano

O Nissan Leaf 2020 usa conjunto de baterias de 40 KW e possui uma autonomia declarada de 240 km, inferior aos seus principais concorrentes, BMW i3 e Renault Zoe, que rodam 290 e 300 quilômetros, respectivamente. 

O Leaf possui uma versão com autonomia estendida, capaz de alcançar os 363 km, que já foi lançada no exterior, mas que não veio ao brasil. 

Para quem mora em grandes centros, o modelo acaba sendo uma boa aposta, pois consegue circular tranquilamente, com pequenas recargas durante a noite, ou então uma grande recarga durante o final de semana. Infelizmente, o Nissan Leaf não é um carro para viajar. 

Leaf 2020 uso urbano
Leaf 2020 é indicado para uso urbano por conta de sua autonomia

Recarregando as baterias

Na hora de recarregar as baterias, existem três opções:

A primeira opção, é utilizar uma tomada aterrada com o adaptador que acompanha o veículo. Nesse formato, são necessárias 20 horas para que se complete os 100% de carga. 

A segunda opção é utilizar o Wallbox de 6,6 KW, capaz de completar a bateria em 8 horas, o equipamento e a instalação do mesmo, estão inclusos no valor do veículo. 

E a terceira opção é buscar um ponto de carga rápida de 50 KW, capazes de recuperar 80% da autonomia do veículo em 40 minutos. O problema, é que esses pontos de cargas ainda são escassos. 

Leaf 2020 recarga
Recarga do Leaf 2020: 3 opções diferentes

Até três vezes mais econômico

Visando demonstrar a economia do Leaf 2020, a Nissan mostrou um cálculo que fez para comparar o custo de recarga com o abastecimento e para isso, pegou um March 1.0 para comparar com o Leaf. 

De acordo com dados da montadora, o Nissan Leaf 2020 gasta cerca de R$ 50 para uma recarga completa, e após 60 mil quilômetros rodados, o gasto com energia teria sido de R$ 6.320,00. Já para a mesma quilometragem, o valor gasto com combustível no March seria de R$ 18.558,00. O que mostra o elétrico seria três vezes mais barato em termos de economia de combustível. 

É importante ressaltar, que este teste foi conduzido em junho de 2019, quando o Leaf 2020 ainda estava em fases de teste. 

Ficha técnica do Nissan Leaf 2020

A Ficha técnica do Nissan Leaf é a seguinte:

  • Motor: Dianteiro elétrico transversal
  • Potência 149 cavalos
  • Transmissão: Automática CVT
  • Tração: Dianteira;
  • Rodas e pneus: Alumínio, aro 17’’, 215/50 R17;
  • Freios: ABS e EBD;
  • Peso: 1.582 kg;
  • Dimensões: Comprimento 4.480 metros, largura 1.790 metros, altura 1.565 metros, entre-eixos 2.700 metros;
  • Capacidade do porta-malas: 435 litros;
  • Valor: R$ 195 mil.

Conclusão

Por fim, é possível concluir logo de cara que o Nissan Leaf 2020 não é uma compra barata e pode não ser funcional, uma vez que a o modelo dispõe de pouca autonomia. Ele é indicado realmente para quem faz questão de ter um carro elétrico na garagem e pretende utilizá-lo para trajetos urbanos. Ao aliar isso aos baixos incentivos ofertados pelo governo para elétricos, não será difícil notar que se trata de um veículo (ou uma experiência para poucos).

Embora ainda não seja a realidade do brasileiro, é fato que os modelos elétricos irão dominar as ruas, tanto por conta da poluição sonora, quando da poluição causada por combustíveis fósseis. Sendo assim, a tendência é de que veículos elétricos se tornem cada vez mais baratos de produzir e com isso aumentar a demanda. Com isso, quem sabe, podemos ter modelos mais acessíveis por aqui. 

LEaf 2020
Nissan Leaf: elétricos chegaram para ficar

E você? Compraria um modelo 100% elétrico? Estaria ou não disposto a pagar por esse tipo de experiência? Deixe um comentário contando pra gente o que pensa disso tudo?

Aproveitando que o Nissan Leaf completa 10 anos de idade, que tal conferir uma lista especial mostrando quais foram os carros mais importantes da última década? Para ver a nossa seleção, basta clicar no botão a seguir.

Redator especialista em carros, se identifica com conteúdos relacionados a lançamentos e análises de veículos e acredita que compartilhar conhecimento na área ajuda todos a tomarem melhores decisões em busca do veículo ideal para cada tipo de perfil.

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Conheça os 15 piores carros para revenda no Brasil

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Murilo C.

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Os piores carros para revenda no Brasil

Você sabia que existem aqueles que são considerados os piores carros para revenda no Brasil? Pois bem, existem muitas questões que devem ser levadas em consideração na hora de comprar um carro. Embora seja desaconselhado, ainda é grande o número de pessoas que compram um veículo levando em conta puramente o “gostar” do modelo, sem se preocupar com nenhum outro tipo de informação. 

Há uma série de aspectos que precisam ser pensadas e até mesmo repensadas antes de comprar qualquer modelo de carro. Índice de roubos, valor de seguro, preço de manutenções, períodos de garantia oferecidos pelo fabricante, consumo de combustível e um dos mais importantes de todos: Valor de revenda. 

Muitos negócios vivem e sobrevivem puramente da compra e revenda de carros. Se você possui uma revenda de veículos, o artigo de hoje foi produzido especialmente para você, pois vamos mostrar os piores carros para revenda no Brasil. Nossa sugestão é simples: Leia o conteúdo até o fim, e saiba quais modelos evitar. 

Os piores carros para revenda no Brasil

Confira agora, quais são os piores carros para revenda no Brasil

15. EcoSport 1.0 

O Ford EcoSport foi lançado no ano de 2003 e em seu ano de estreia vendeu pouco mais de 12 mil unidades. O modelo de lançamento contava com três opções de motor: 1.0 de 8v supercharger; 1.6 de 8v e 2.0 com 16v.

Durante oito anos, o modelo passou por renovações e mudanças, ganhando diferentes tipos de acessórios, novas versões e como não poderia deixar de ser, a retirada da motorização 1.0 que não agradou. 

O EcoSport 1.0 foi reprovado pelos clientes e também pela mídia especializada, por conta de seu fraco desempenho e consequentemente alto consumo. Hoje ele é encontrado em sites de venda por valores que podem variar entre R$ 15 mil a R$ 20 mil. Sem sombra de dúvidas, um dos piores carros para revenda no Brasil.

EcoSport 1.0
EcoSport 1.0

14. Mercedes Classe A

O Mercedes Classe A foi apresentado pela primeira vez no ano de 1997 no Salão de Genebra, na Suíça. No Brasil, o modelo foi lançado apenas em 1999 e teve produção até o ano de 2005.

No início, o classe A alcançou bons números de vendas. Porém, o aumento do dólar na época, acabou interferindo negativamente em suas vendas que começaram a cair ano a anualmente. Em 2005, ano de encerramento de produção, foram vendidos somente 3.499 unidades. 

O alto valor de manutenção e peças, aliado à perda de credibilidade do modelo, faz com que ele possa ser encontrado por preços que variam entre R$ 9 mil e R$ 20 mil, sendo considerado um dos piores carros para revenda no Brasil.

Mercedes Classe A
Mercedes Classe A

13. Volkswagen Polo 1.0 

Em seu lançamento no ano de 2003, a Volkswagen achou ser uma boa ideia equipar o modelo com um motor 1.0 de 16 válvulas com 79 cavalos de potência. Na época, o modelo era considerado um popular de luxo, custando cerca de R$ 26 mil. 

Entretanto, a pouca potência não agradou em nada o consumidor brasileiro, fazendo com que a montadora alemã encerrasse sua produção no mesmo ano. Dessa maneira, é totalmente compreensível que o modelo faça parte da lista dos piores carros para revenda no Brasil, não é mesmo?

Hoje, o Polo 1.0 pode ser encontrado na faixa de R$ 10 mil a R$ 13 mil. 

Volkswagen Polo
Volkswagen Polo 1.0

12. Fiat Marea 

Certamente, você já esperava encontrar o Fiat Marea na lista dos piores carros para revenda no Brasil, não é mesmo? Além de ser considerado um dos piores carros já vendidos, ele também é muito difícil de ser revendido. 

O Modelo foi lançado com um motor 2.0 com 20 válvulas e 142 cavalos de potência e contava com um torque máximo de 18,1 kgfm. Em seguida, a Fiat lançou a versão SX, com o mesmo motor, porém sem o variador de comando e com “apenas” 127 cv. 

Embora tenha ficado por muito tempo no segmento de médios da montadora italiana, a dificuldade de manutenção, ausência de tecnologias e episódios de incêndios, fizeram suas vendas despencarem. Com isso, o modelo parou de ser produzido em 2007, dando lugar para a entrada do Linea e do Punto. 

Hoje é possível encontrar o Marea por valores que variam entre R$ 7mil e R$ 8,5 mil. Já os valores para a versão turbo, variam entre R$ 11 mil e R$ 15 mil. Mas é melhor manter distância. 

Fiat Marea
Fiat Marea

11. Fiat Doblô 

O Fiat Doblô é conhecido por seu amplo espaço e registro frequente de reclamações de seus proprietários. Embora seja considerado um carro de trabalho e não de passeio, o veículo da montadora possui uma série de fatores que justificam sua entrada na lista dos piores carros para revenda no Brasil.

Os principais pontos fracos do Doblô são: Isolamento acústico de baixa qualidade; Acabamento interno ruim; Baixo desempenho; Consumo de combustível elevado e Colunas dianteiras com muitos pontos cego.

Os valores são extremamente variáveis, levando em consideração, principalmente o ano de produção. Modelos produzidos em 2005 podem ser encontrados na faixa de R$ 20 mil, enquanto os modelos 2009 são comercializados na faixa dos R$ 75 mil.

Fiat Doblô
Fiat Doblô

10. Fiat Weekend

Considerada a última perua remanescente das levas mais antigas do Brasil, hoje especialistas automotivos consideram o modelo um carro ruim de revenda. O motivo: A Weekend pode estar com os dias contados.

No final de 2019, a Volkswagen já havia anunciado que a SpaceFox chegara ao fim da vida, por conta da baixa saída e a preferência do público por SUVs ser cada vez maior.

O principal ponto que chama atenção nessa questão é que as novas normas de segurança para 2020 podem deixar a produção do modelo inviável. Os novos itens são o sistema de fixação de cadeirinhas, o que demanda um alto investimento e esforço, além da obrigatoriedade de que os veículos saiam de fábrica com cintos de três pontos e encostos de cabeças para todos os ocupantes. Para um veículo que vendeu pouco mais de 2.500 unidades em 2019, esses investimentos podem ser vistos como inviáveis.

Hoje os valores da Fiat Weekend variam entre R$ 20 mil e R$ 79 mil, dependendo do ano e modelo. 

Fiat Weekend
Fiat Weekend

9. Jac T5

O SUV da Jac Motors não convenceu os consumidores brasileiros. Embora suas linhas sejam modernas, há quem diga que o T5 lembra modelos coreanos antigos, como o Hyundai ix35. 

Hoje seus valores são um pouco elevados ficando na faixa dos R$ 70 mil a R$ 80 mil. Cifras superiores às de seus concorrentes, como o Jeep Renegade e o Suzuki Jimmy que podem ser comprados por cerca de R$ 65 mil.

Dentre os pontos negativos que fazem o T5 ser um dos piores carros para revenda no Brasil estão a utilização de materiais de baixa qualidade para acabamento interno, suspensão rígida e má distribuição de componentes do painel. Há proprietários, inclusive que reclamam do forte odor de plástico. 

Os valores o Jac T5 variam entre R$ 44 mil e R$ 60 mil e tendem a ficar empacados por longos períodos em estacionamentos e revendas. 

Jac J5
Jac J5

8. Renault Symbol 

O Renault Symbol não apresentava problemas de projeto. Muito pelo contrário: Seus motores 1.6 com 8 e 16 válvulas equiparam muitos modelos da montadora francesa sem nenhum histórico de problema. 

Mas por que o modelo veio para na lista dos piores carros para revenda no Brasil? Você pode estar se perguntando. A resposta é simples: Sua concepção final. O modelo, era uma sedã baseado sob a antiga plataforma do Clio, já ultrapassada, com falta de espaço no banco interno e visual antiquado. 

Além disso, o “sedã” sofreu uma ferrenha concorrência interna da primeira geração do Logan, que era mais barato e espaçoso. Dessa forma, o Symbol teve vida curta, sendo produzido apenas entre 2009 e 2013. Essa rejeição do consumidor dificulta muito o processo de revenda do modelo, que pode ser encontrado por valores entre R$ 15 mil e R$ 22 mil. 

Renault Symbol
Renault Symbol

7. Ford Focus Sedan/Fastback

O Focus Sedã sempre teve bons atributos veiculares, mas nunca foi um sucesso de vendas. O modelo contou com três gerações no Brasil e todas foram ruins de mercado, com emplacamentos sempre registrando uma pequena fração em relação ao modelo Hatch, sempre teve espaço.

A suspensão independente nas quatro rodas sempre foi vista como um ponto positivo de estabilidade e suavidade. Além disso, com motorização sempre atual e potente o modelo tinha tudo para fazer sucesso. O seu fracasso no mercado é algo que intriga muitos especialistas do setor automotivo.

O design da traseira do sedã não ajudou muito tanto na primeira quanto na segunda geração. Na terceira e última safra, o problema era o câmbio automatizado powershift, que ganhou fama de mau funcionamento. Em 2015, a Ford reestilizou e mudou o nome do sedã de Focus para Fastback, mas nada adiantou e o modelo saiu de linha de vez em 2019.

A baixa adesão é o principal motivo que faz desse modelo um dos piores carros para revenda no Brasil. Os valores do modelo hoje ficam na faixa de R$ 22 mil até R$ 40 mil. 

Ford Focus Sedan FastBack
Ford Focus Sedan /Fastack

6. Jac J3

Aqui temos outro modelo da montadora chinesa que vem lutando e consequentemente sofrendo para agradar e conquistar o mercado brasileiro. 

No Brasil desde o ano de 2010 com diversos modelos, a linha “T” da montadora busca um novo posicionamento mercadológico. O Jac 3, concorria diretamente com com veículos como Renault Sandero, Chery Celer e o Lifan 320. Embora fosse bem equipado, contando com freios ABS, airbags, volante funcional e alguns acessórios de série, muitos reclamavam (e ainda reclamam) da baixa qualidade do acabamento, falta de peças de reposição e do preconceito por se tratar de uma marca chinesa. 

Por conta disso, o J3 figura hoje, entre os piores carros para revenda no Brasil, podendo ser encontrado por valores entre R$ 12 mil e R$ 15 mil.

Jac J3
Jac J3

5. Hyundai Elantra 

Diferentes gerações do Elantra foram importadas para o Brasil, entretanto, nenhuma delas fez sucesso. A última, inclusive, foi a que protagonizou maior fracasso. Quando chegou ao Brasil em 2011, a montadora viva uma momento de expansão, aliás o mercado nacional, ia de vento em popa e o segmento de sedãs médios estava particularmente aquecido.

Embora contasse com boa motorização, equipamentos de série e uma campanha publicitária massiva, o sedã nunca teve números expressivos de vendas. Há quem diga que o fracasso no mercado ocorreu por conta da alta competitividade da época, fazendo com que o modelo ganhasse o título de um dos sedãs mais rejeitados e por isso, um dos piores carros para revenda no Brasil.

Hoje os valores dos Hyundai Elantra variam entre R$ 40 mil e R$ 75 mil.

Hyundai Elantra
Hyundai Elantra

4. Fiat Linea 

Aqui temos outra estrela entre os piores carros para revenda no Brasil. Lançado no Brasil em 2008 e produzido até 2017, o Linea foi comercializado em uma série de versões, no entanto, seus números de vendas nunca foram positivos. Em outras palavras, o modelo nunca pegou por aqui.

Especialistas do setor automotivo divergem nos motivos, mas a causa mais aceita para o fracasso de vendas é que muitos acreditavam que o modelo poderia vir com os mesmos problemas apresentados pelos seus sucessor, o Fiat Marea. O resultado então, foi um baixo número de vendas e índices ainda piores de revenda. 

Hoje é possível encontrar um modelo por valores que variam entre R$ 23 mil e R$ 37 mil.

Fiat Linea
Fiat Linea

3. Peugeot 408

O Peugeot 408 ficou conhecido pelo seu visual ter sido utilizado na Stock Car durante as temporadas de 2007 a 2009. O modelo era bem equipado e confortável, mas tinha concorrentes de peso, como Citroen C4, Honda Civic e Toyota Corolla.

Para se manter no mercado, o 408 contava com freios ABS, faróis de neblina, ajuste do volante em profundidade, banco traseiro rebatível, porta-luvas climatizado e muitos outros itens de série. 

Com motorização poderosa, o sedã médio não foi páreo para seus concorrentes, principalmente os japoneses Civic e Corolla. Com vendas bem abaixo do esperado, o modelo saiu de linha em 2019, com fama ser um dos piores carros para revenda no Brasil.

Hoje é possível encontrar o Peugeot 208 por valores que variam entre R$ 24 mil e R$ 60 mil.

Peugeot 408

2. Citroen AirCross

Muitas pessoas acham que o AirCross saiu de linha dando lugar ao novo Citroen C4 Cactus, mas isso é um engano. O AirCross continua sendo fabricado na fábrica de Porto Real - RJ. Essa confusão é relativamente normal, afinal, as vendas do modelo nunca decolaram, colocando-o na lista de piores carros tanto para compra, quanto para revenda no Brasil. 

É muito complicado apontar somente um fator responsável pelas baixas vendas e revendas, mas muitas vezes a culpa recai sobre um projeto confuso que mescla diferentes segmentos em uma mesma coisa. Afinal, o AirCross não pode ser considerado um SUV ou então um monovolume.

Hoje é possível encontrar o veículo com valores que partem de R$ 26 mil até R$ 55 mil.

Citroen AirCross
Citroen AirCross

1. Chevrolet Agile 

O Chevrolet Agile é um dos poucos insucessos recentes da montadora, ficando longe das vendas de seus antecessores Corsa e Celta, por exemplo, que possuem grande aceitação no mercado de usados. 

Com pouco tempo de vida, tendo produção entre 2009 e 2013, os problemas começaram ainda na fase de projetos. Concebido durante a crise mundial de 2008, o modelo tinha uma série de restrições orçamentárias para seu desenvolvimento. 

Um ponto que chama a atenção de forma negativa é sua arquitetura ultrapassada, que impõe uma posição desconfortável ao motorista. Seu design nunca foi unanimidade, embora contasse com pontos positivos, tais como consumo de combustível e espaço no porta-malas, o modelo nunca decolou em vendas. 

Além disso, alguns modelos foram equipados com câmbio automatizado de uma embreagem, o famoso Easytronic, que são ainda mais rejeitados. Por isso, o Agile é considerado um dos piores carros para revenda no Brasil.

Hoje o Agile possui preços que variam entre R$ 19 mil e R$ 30 mil.

Chevrolet Agile
Chevrolet Agile

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