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Não cometa esse erro na hora de trocar de carro

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por Senhor Carros

Publicado em 23/07/2019

Quando os comerciais de automóveis citam qual a transmissão utilizada no novo modelo de determinado veículo, você sabe o que significa ou quais os benefícios daquele tipo de transmissão? Os sistemas de transmissão são divididos em 3 tipos: manual, automatizado e automático. A seguir, vamos aprofundar um pouco o que cada tipo pode nos oferecer.

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Transmissão manual (MT – Manual Transmission)

A transmissão manual ainda é, certamente, a mais comum nos veículos brasileiros. Este tipo de transmissão consiste no sistema mais básico que possuímos. A potência do motor é transmitida – através da embreagem – para o eixo da transmissão que, por sua vez, transmite a potência – através de engrenagens – até que ela chegue nas rodas. Em veículos equipados com este tipo de transmissão, a troca de marchas é efetuada manualmente pelo piloto (daí o nome transmissão manual), que aciona o pedal da embreagem, e troca a marcha no câmbio. A grande vantagem da transmissão manual é o baixo custo em relação às outras. Um veículo equipado com transmissão manual normalmente apresenta uma diferença significativa no preço se comparado com o mesmo veículo equipado com transmissão automática. Em relação ao consumo, o que prejudica a MT é a grande variação de rotação a qual submetemos o motor.

Transmissão automatizada (AMT – Automated Manual Transmission)

Já a transmissão automatizada, transmite o torque e a potência do motor exatamente da mesma maneira que a manual, com embreagem e engrenagens, mas não exige que o piloto troque de marchas manualmente. O acionamento da embreagem e a troca de marcha é feita por um componente chamado ECU (Electronic Control Unit) que realiza leituras de rotação e torque e, com base nessas leituras, interpreta quando deve trocar de marcha. Então, a ECU gera um comando eletrônico para o sistema hidráulico (que também pode ser pneumático), que aciona a embreagem e efetua a troca de marchas sem que o piloto seja solicitado.

Comumente, os sistemas de transmissão automatizada recebem nomes de seus desenvolvedores, como o iMotion da Volkswagen, Powershift, da Ford, Dualogic da Fiat, Easy-R da Renaut, dentre outros. O princípio de funcionamento de todos esses sistemas é o mesmo, salvo algumas pequenas particularidades. Dentre estas particularidades, podemos citar o Powershift, que utiliza dupla embreagem (e duplo eixo de entrada na transmissão), também chamado de câmbio DCT (Dual Clutch Transmission). No câmbio DCT, uma embreagem é responsável pelas marchas pares, e outra pelas marchas ímpares. Assim, quando a primeira marcha é engatada e a embreagem responsável pelas marchas ímpares está transmitindo o torque, o ECU faz com que o sistema hidráulico engate a segunda marcha, já que a embreagem responsável pelas marchas pares está desacoplada. A AMT está crescendo bastante no mercado automotivo devido à sua versatilidade, que alinha a economia e baixo custo da transmissão manual, com o conforto de não ter a necessidade de trocar de marchas manualmente da transmissão automática.

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Transmissão automática (AT – Automatic Transmission)

A transmissão automática utiliza um sistema diferente das transmissões citadas anteriormente para transmitir potência. Ao contrário da MT e AMT, esta não utiliza embreagem. Ao invés da embreagem é usado um componente chamado de conversor de torque, que transmite a potência do motor para a caixa de câmbio. Já a caixa de câmbio, possui duas variações principais para a AT: a convencional, que consiste em alguns sistemas planetários acoplados em série, e a CVT (Continuously Variable Transmission), que é formada por duas polias de diâmetro variável interligadas por uma correia. Na teoria, pode-se afirmar que no CVT existem infinitas marchas.

CVT da Subaru

As desvantagens desse tipo de transmissão que merecem destaque são duas: o preço e o consumo de combustível. Por ser um sistema mais complexo, com componentes mais sofisticados, o sistema de transmissão automático costuma deixar o preço dos veículos mais elevado que o preço dos veículos equipados com MT ou AMT. Já em relação ao consumo, apesar de otimizar o ponto de operação do motor, a AT é prejudicada pelo conversor de torque, que é um componente que dissipa potência do motor. No caso da CVT, o atrito da correia com as polias ainda dissipa mais potência, e normalmente, essa dissipação de potência é acentuada devido à correia utilizada na CVT ser de aço. Já a principal vantagem da AT fica por conta do conforto. As trocas de marcha, além de não serem feitas pelo motorista, são praticamente imperceptíveis.

Sobre o autor

Senhor Carros

Revisado por

Luiza Lamas

Editor(a) sênior

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